quarta-feira, 22 de agosto de 2007

I am an anathema

Pode ser que as palavras que tentam exprimir a incerteza e o indefinível sejam aquelas mais carregadas de significado, e que esta máscara chamada significado signifique aquilo que só pode ser mencionado pois já está morto e processado pela máquina universal limítrofe do pensamento. Minha namorada acaba de me dizer uma daquelas verdades auto-ajuda inefáveis e reverberantes: há caminhos que nos pertencem, e aqueles que nos são impostos.

Faz tempo, pra falar a verdade faz anos, desde Gárgulas, que um espetáculo não me compele irresistivelmente como desculpa motriz a escrever.

Mas antes de redigir sobre o espetáculo quero refazer alguns passos. Pode ajudar a escrever melhor, ou não, mas que se dane, pois estou com vontade. E neste átimo noturno, ao som da fonte que montei para minha tartaruga e meus peixes, eu quero fazer isso. Basta.
Acordei como há muito tenho feito, na luta instantânea de não tentar planejar o meu dia, mas ao mesmo tempo reunir forças para não permitir ao pensamento que acessasse aquela ordem mundana e estásica que rouba nossos parcos momentos entre as eqüidistâncias solares. Tenho obtido algum êxito, mas de pronto lembro que o breakfast tem sido um pouco rotineiro e culpo a televisão que além de possuir programação limítrofe, tem como natureza exclusiva do ente “aparelho de tevê” que se aloja em minha sala, limitações de percepção que o forçam a se manifestar no ranço mobral de menos de meia dúzia de canais. Já não suporto mais a Record, que pega bem pela manhã, me informando da mesma forma que a Globo, pois já descobri a tendência de malhar o governo do Rio de Janeiro e suas ações por motivos cotovelares e tentativas bispadas de reluzir administrações passadas com escurecimento da atual. A essência da merda não é o formato, mas a recepção de quem a olha, desassociada, um corpo estranho do qual podemos nos desligar com a mesma técnica do controle remoto.

Fui ao banco, reticente, após chafurdar nos últimos dias em leituras que alertam sobre quem realmente manda no mundo e o escroque por quê. Fui a feira e uma amiga me ligou louca para desabafar o fato de que o namorado deu um tempo com ela e culpa-a de coisas que estão dando errado com ele. No estado atual de minha pantomima a caminho da consciência, pensei de imediato em como é um argumento desgraçado e triste o do rapaz, uma metáfora, um símbolo, a bandeira de uma distribuição de culpas e negação incessante. Minha amiga, por sua vez, disse, não, vaticinou, que agora é que não parava mais de fumar, embora esteja de saco cheio e conscientemente coberta de razão em dizer um grande foda-se ao cara. E diante da incapacidade do indivíduo de atingi-la, maços seriam multiplicados. Quem está sendo punido?

Comprei umas frutas e peixe. Almocei bem e anotei mentalmente que preciso dedicar mais tempo ao aprendizado de culinária. Meu almoço não estava ruim, muito pelo contrário, mas agora entrei numas de aprender, de fazer da informação e da aquisição de conhecimento minha droga eleita. Exercitar a liberdade em meu último refúgio e quiçá único, aquele espaço que possa conseguir salvar em mim mesmo ainda não tomado pelo que já estava pré-estabelecido pela mesmeragem do tenha-tenha-tenha. Aqui vai mais um concordar com minha namorada, quando ela diz que a liberdade não pode coexistir com a igualdade.

Talvez por isso eu tenha lido a tarde inteira sobre coisas tidas como malucas, baixado vídeos sobre conspirações e sociedades secretas que estão em cada esquina, outdoors ou notas verdinhas, lembrado como grande parte da minha adolescência foi fora dos padrões da normalidade e ao mesmo tempo como eu nunca realmente fui a máquina de grandes feitos aos olhos do mundo que todo mundo sonha ser. E descobri que não há volta e curiosamente, sinto em meu espírito que estou rejuvenescendo o olhar com a busca pelo saber, regredindo à capacidade de ser leve e ter o olhar puro de vez em quando. As benesses do desemprego com o ócio à moda dos filósofos clássicos.

Um dia tranqüilo, apesar de algumas constantes lutas comigo mesmo para ficar sóbrio diante do vício da dispersão catalisada pelos vícios adquiridos pelos aparelhos de induzir paixões piegas. E então tomei banho e fui tranquilamente juntar-me a minha namorada para ir até o Sesc-Santos e assistir à Anátema, escrita e dirigida por Roberto Alvim e interpretada por Juliana Galdino, de quem a Karin é fã de antanhos em Antunes.
Perdoem-me, mas a conversa que tivemos até lá foi deveras agradável, mas não vou partilhar os assuntos, por motivos de egoísmo moral e intimidade.
...
É incrível como a omissão, a não presença, a menção de que algo não será dito e a forma como isso é colocado preenche “significados” e conduz a uma gama de conclusões previsíveis, não é mesmo? Você acha que sabe a natureza de nossa conversa, e na ausência de saber o que você sabe, eu acho que sei o que você pensou e corro o risco de achar que estou absolutamente certo e deixarei agora que você fique em dúvida de que estava. Preenchimento do vácuo. Dedico esse parágrafo a Lacan e já comentei que não há espaço para xiitas do pedantismo aqui. Quem não gostou que pelo menos faça o que falta ao ser humano contemporâneo. Se você sabe do que estou falando ótimo. Se não, pesquise, procure, se informe, mas jamais, jamais tenha preconceito contra o conhecimento. Ele é tão possível de ser seu quanto não me pertence.

Mas vamos lá. Antes de subir ao palco, pois o monólogo foi apresentado de modo intimista, o que soube mais tarde que era a práxis da apresentação do espetáculo, normalmente apresentado para cerca de 40 pessoas se não me engano, lembrei de quando ouvi a palavra anátema pela primeira vez. É quase impossível ficar sem recorrer a uma citação de algum quadrinho, e que se dane. Lembro que foi numa edição americana de X-Factor, um título dos X-Men originais, saindo da boca-voz-balão de Apocalipse, um vilão secular que incitava as situações à leitura rasa do paradigma darwiniano de que “os mais fortes herdarão a Terra”. A terra herdará a todos um dia, disso eu tenho certeza. Apertando a descarga ou não.

Apocalipse disse, impávido: “I am an anathema” e eu disse “que diabos?”. E aí anátema se juntou ao panteão do léxico absorvido nos quadrinhos, ao lado de ataúde e repasto.
Que significado teria “Anátema - o espetáculo” com o nome que toma da tentativa de nomear o mistério que só tem o nome de mistério por não sabermos o que realmente é?

Meus alunos e amigos estão carecas de escutar de minha boca e de meus dedos a frase da Clarice em G.H. de que mais gosto e lá vai de novo: “ O nome é um intervalo para a coisa”. Mas neste caso, talvez não o seja. Juliana começa sua fala com a questão atávica e perene sobre o que é a vida, o que é o amor. Um pouco antes disso, vejo dois rapazes sentarem ao meu lado esquerdo. Eram gays, e não preciso atestar aqui se sou ou não preconceituoso. O único que pode ter certeza sou eu e você só pode tirar conclusões, se isto importar.

Uma das coisas que percebi em minorias, e no caso dos homossexuais eu diria que já não o são, ou nunca foram, é que as minorias ou os assim rotulados e marginalizados celebram a diferença notória mas estabelecem padrões rígidos de comportamento que depõem contra o senso de liberdade de expressão e favorecem a criaçao de estereótipos e outros animais que fazem da expressão uma cova rasa ao invés de uma trincheira . Quando exércitos se encontram, cada bandeira e hino tem sua beleza, mas abaixo disso os canhões têm o mesmo discurso. O próprio Foucault, em texto recentemente publicado pela Landy, reflete de maneira semelhante. Minha leitura talvez viciada da linguagem corporal e outros detalhes concernentes à linguagem como o discurso todo de uma pessoa já me diziam que grande era a probabilidade de ouvir bobagens. E o mais amedrontador: que as bobagens fossem ditas durante o espetáculo. Mas não conversaram durante a peça. Em compensação, quando uma moça portadora de necessidades especiais, que parece sofrer de alguma espécie de atrofia e por isso anda com um carrinho high-tech chegou, o comentário de um deles foi desdenhoso “Pensei que fosse uma boneca!”.

O discurso espelha nossos sonhos e desejos, diria a psicanálise. Sejam os sonhos, os arquétipos que neles transitam ou o dito e o não dito.

O espetáculo é maravilhoso. Mas talvez ele não tenha sido um anátema para mim tanto quanto foi para o rapaz ao meu lado. Ou para a moça que não parava de comer e fazer a trilha sonora in loco de plástico revolvido (pode ter sido combinado, eu tenho a sanha de espancar até a beira da morte as pessoas que fazem barulho no cinema, que dizer em um teatro). Pra mim e pra Karin, ele foi, de certa forma, catártico o tempo todo, justamente por espelhar as perdas que tivemos nos últimos anos e as angústias ontológicas com as quais lidamos a cada segundo. Não tem jeito, a alegoria da caverna é mesmo inescapável. Não conseguimos mais habitá-la. As lágrimas dela rolaram logo no início, na parte da perda da mãe. As minhas chegaram perto do final, quando Juliana me transformou em sua última vítima e eviscerado em minha alma, estava inserido na narrativa e olhando-a, transfigurado em seu abismo.

E o rapaz ao lado ainda ria, como o fizera a peça inteira.
Terminado o espetáculo, não saía de minha cabeça a curiosidade sobre o texto e a proximidade de seu peso com tudo de Dostoiévski , com muitas passagens dos quadrinhos de Alan Moore, com películas que já assisti e percebi que estava de uma obra que pode vir a não ser perene e canônica, como todos esses escritos de pessoas que foram subversivas para seus convivas, mas que viviam na emersão constante que possibilitava o vislumbre do mar marasmo que eram obrigados a singrar, e que possui tanta força e universalidade quanto o que já é sacro para a Arte de contar histórias.

Fiz minhas perguntas, e o rapaz ao lado fez a sua, utilizando a palavra sarcasmo, e disse, não com estes termos, sentir falta de uma catarse que deixasse a assassina mais assassina. Aquelas armadilhas do discurso, não é? Criou-se uma discussão sobre a possibilidade das leituras que fazem a riqueza e a essência da arte, mas devo lembrar que mesmo Umberto Eco, instaurador do termo “obra aberta”, em um livro chamado “Interpretação e Superinterpretação”, ao treplicar o pragmatista e nem por isso carente de relevância Richard Rorty, lembra que há a possibilidade de toda e qualquer leitura, mas há, acima de tudo, um eixo de pertinência referencial, um certo limite para constituir o campo paradigmático do objeto artístico. Ou seja, há leituras que podem ser totalmente opostas e ainda assim serem coerentes, enquanto há aquelas que não partem do objeto como princípio para análise e se perdem por não constituírem uma interação obra + olhar, e sim olhar sem ver por precisar projetar valores que não pertencem a sua essência em tudo, por não conhecer a si e à arte da entrega à arte.

Para o rapaz ao lado, a peça fora realmente um anátema. O anátema no qual está, talvez, inserido, e que causou o riso-defesa durante todo o espetáculo.

Fiquei ainda com vontade de conversar com o Roberto Alvim sobre algo em que ele resvalou em um dos comentários, e expor a visão de como uma personagem teatral habita um circuito que vai da 2ª à 5ª dimensão, mas não sei se haveria tempo. E ainda estou embasbacado e de certa forma triste por saber que Juliana passou e passa por dilemas que eu e Karin conhecemos muito bem. Queria que ela estivesse conosco enquanto conversávamos já perto de casa, sobre como provavelmente apenas as pessoas que querem transcender seus referenciais escapam do ciclo interminável das epifanias.

Pensando bem, palavras não expressam o sentir com exatidão, mas foi um dia ótimo, coroado por uma noite inesquecível. Pude enxergar mais que um espetáculo e sua miríade de leituras e possibilidades. O que vi foi dois seres humanos maravilhosos, tangíveis ao extremo, que fazem da ribalta uma intersecção de realidades e alcançam o poder supremo do teatro, que é dar substância aos sonhos, principalmente quando as platéias se encontram cada vez mais em sono profundo e pesado, e não sabem existir pelo medo de que isso doa. E dói.

Que o universo abençoe a vocês, Roberto e Juliana. Que possamos novamente trocar tanto tesouro genuíno, sob a inclemência desta ilusão exígua chamada tempo.

Um beijo do tamanho do anátema chamado vida em seus corações.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O dia em que o Sonhar não fez efeito

Acabo de terminar a leitura de mais um encadernado de histórias do famoso e fabuloso quadrinho chamado Sandman. Nesta última encadernação, intitulada “Fim dos Mundos”, acompanhamos personagens de diversas histórias, da literatura, da mitologia, dos recônditos da mente prolífica de Neil Gaiman, num verdadeiro aleph em forma de uma estalagem, cuja estadia é paga com o contar de uma história. Então os personagens se revezam, como em Chaucer. E é impossível não lembrar de “Noite na Taverna”, subestimado pelos adolescentes que ao invés de leitores são pré-vestibulandos, e lêem qualquer história ou aprendem histórias da carochinha em livros de história com carimbo acadêmico como que autômatos e não pássaros ao sabor não antecipado do beijo das lufadas. Não comparo com Chaucer ou mesmo Gaiman, pois não se deve comparar histórias quando elas são uma moeda em troca do vinho que aquece a alma quando se sente perdida entre estranhos.

A história de "Fim dos Mundos" narra este lugar nenhum por onde todos os lugares se encontram, independentemente de tempo e espaço, e as probabilidades mais inesperadas são a de praxe, aquelas raras chances de encontro e aprendizado que assombram os dias de tédio e ordenada, feliz, e inconsciente tristeza de não estar vivendo, só shopping and fucking.
Mas eu senti algo mais em relação aos personagens, e acho que as pessoas todas sentem isso nestas ocasiões. Eu tenho certeza disso, por mais que alguém venha a negar. Pois se alguém negar, é porque não está desperto, ou em acordo com os sonhos que todos sonham juntos quando acordam dessa realidade construída a sete palmos de si mesmos, de sete corpos enterrados e mutilados no lixão da percepção de si.

Uma das histórias prediletas tem o nome de um livro de Dickens, “Um conto de duas cidades”. Eu a considero estarrecedora além de um exemplo de que a literatura cosmopolita ou de origem urbana que possui profundidade é aquela que entende as invenções do homem como construtos que possuem uma consciência própria; essa é uma opção até benévola, para não enfatizar a possível vergonha de que a espécie sapiente na qual estou inserido é inteligente ao ponto de ser sobrepujada intelectualmente pelas próprias ferramentas que criou. Mas não vou contar a história. Sandman merece ser lido e ponto final. É grandiosamente complexa de tão humana esta obra.

Podemos encontrar reflexões parecidas sobre nosso ambiente urbano em coisas mais leves como Marvel Boy de Grant Morrison, que traz um conceito sobre a mídia simplesmente genial em meio a um “simples” quadrinho de super-herói, em Do Inferno e A Voz do Fogo de Alan Moore, nas obras de Beatriz Sarlo, que me foi apresentada pelo professor Sérgio Montero Aguiar, e ao lembrar desta figura não posso ignorar que a obra de Joyce foi a célula matter moderna para um fluxo de consciência que é cada vez mais reflexo do caldo polifônico (ou esquizofrênico) de infinitos mundos que morrem e nascem a cada olhar de cada ser humano ou quiçá dos vegetais.
Essa questão dos mundos que morrem é algo caro para mim. Creio ser louco pois não existem loucos como gente sã pensa, pois gente sã é uma mentira contada no mundo de mentira inventado para barrar a sensibilidade dos loucos. As pessoas ouvem vozes porque a mente é um labirinto fatal que ecoa a voz calada de cada instante que não desabrocha, que não vem à tona em expressão ou na partilha da consciência de havermos percebido aquilo que faz sentido além de meus credos fabricados.

Este foi um ano de percorrer estradas já trilhadas, cujo asfalto se fez entender por constância e insistência. Aqui não é seu lugar, diz o chão.

Por isso acordo em torpor todos os dias. Têm me salvado andar de bicicleta nos últimos dias, procurando ruas e vendo estabelecimentos que não sabia que existiam com a proximidade de dois quarteirões até. Onde estava aquela agência de correio? Já existiam aquelas casas perto do porto? Porque parece mais bonito pedalar olhando o mar na Ponta da Praia? E porque lamentar que estas coisas estejam longe de quem ocupa seu tempo com um trabalho estipulado em horas, em microcosmos de escritório e me sentir culpado ao mesmo tempo que em débito comigo por não me permitir caminhar na areia numa terça à tarde se minha alma precisar?

É terrível acordar nos últimos meses e num átimo reviver uma série de imagens que me ferem: a hipocrisia e o poder mesquinho das pessoas que regem os micro-universo nos quais trabalhei, a falsidade e mediocridade de diversos e aclamados profissionais da educação que possuem egos maiores que a Via-Láctea, crianças rotas em sala de aula, muitas com berço de ouro e família de merda, e poucas com família de merda e cabeça de ouro, entre outras com um tanto significativo de coisas que não servem nem para adubo jogando cartas em uma aula inútil de literatura (afinal, pra quê literatura, não é?) e outras donzelas em sono profundo no canto da sala, cuja desculpa são os remédios tarja preta que as pobrezinhas tomam para suportarem a vida terrível de baladas regadas a uma carreirinha de cocaína ou outra. Será que consigo me exorcizar, me livrar dos fantasmas de batalhas cujo sangue em que chafurdei vaza de corpos de valores e morais fabricados por uma elite imoral e uma massa ignorante que os perpetuam?

Este sangue que não tem cor e não existe pois vem de maravilhas que deveríamos ser e contemplar, coisas que não existem pois não existe aborto de idéias, mas um vazio antítese da própria existência que se espalha na inutilidade de percorrer este caminho pré-programado a que chamamos de vida real.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Metalinguagem: ganhando nomes.

Desde que comecei este blog há menos de um mês, num ímpeto de necessidade de expressão de um avatar moribundo (o professor como uma das máscaras de meu ego), muitas idéias surgiram e embora seja uma pessoa essencialmente caótica por questões de comunhão com a natureza do universo, a adoção de uma sistemática para conferir uma identidade à Miríade foi algo que fustigou meus neurônios sedentos por aprendizado internético e informático e expressão anímica.
A busca pela identidade do blog, pensando bem, não é anti-natural e nem conflita com o Caos, mas talvez seja, antes de tudo, uma decorrência natural dos padrões caóticos de minha própria limitação de percepção... vai saber...
No entanto, se existe alguém que retorna a esta página com qualquer frequência que seja, peço para que tente, ao menos um pouquinho, dialogar, deixar um post, um olá... continuarei a postar mesmo que ninguém o faça, mas já enjoei de monólogos no início de minha carreira nos palcos e não quero enjoar de novo. Olha lá! Mais um pouco eu grunho um sniff! e fico de joelhos.
...
Eu, hein??
Bem, de qualquer modo, por enquanto haverá algums posts fixos, para alguns temas. O blog tem se configurado como um lugar com links para coisas que acho interessantes em nível cultural e portanto uns nomes foram surgindo na cabeça de vento aqui: "Toda Jornada" será o nome de posts que possuem caráter filosófico, embora eu não saiba ainda se é filosofia ligada a caminhar, uma qualquer filosofia.
"E LA NAVE VA" será sobre declarações célebres, principalmente de repercussões políticas. Se minha voz não encontra forças para condensar o que ouço ou leio, não vão sair as perfídias políticas pelo outro ouvido, ou sem filtro, por seu lugar de excelência, o outro olho, tão bem ilustrado pela mais famosa capa de disco de Tom Zé, se não me engano.
E "metalinguagem" será o nome dos posts para escrever sobre... não. Me recuso. Já cansei de falar sobre isso mil vezes. Se você consegue ler com certa fluidez isso tudo, até agora, que se lembre daquela aula sobre as funções da linguagem e entenda. Chega de pegar na sua mão. E se você não sabe o que é, ligue a trilha do Indiana Jones, que logo logo volta aí (Ei , Harrison, é isso aí! Seu negócio é chapéu com estilo e Millennium Falcon, que aterrisa sem reverso!! é muito retrocesso trocar a princesa Lea pelo Air Force One) e chicoteie os neurônios com pesquisa e leitura.
Além disso, vem aí dois tipos de posts supimpas com pretensões de publicação: um sobre as mazelas e distopias escrotas que vivenciei nos meandros da educação e um livro (literário. é.) a ser escrito aqui. (Não, não quis ser original. Nem aderir à moda. Largue a mão de ser xiita do pedantismo excludente e pense que estarei escrevendo um livro e não assistindo programas dominicais de auditório. Não todo domingo.)